• The Brazilian Critic

À Primeira Vista: “O Sétimo Guardião”

Atualizado: 17 de Jul de 2020


Estreava na última segunda (12/09) a nova novela “das nove” da TV Globo. Com autoria de Aguinaldo Silva e direção artística de Rogério Gomes, “O Sétimo Guardião” volta às origens do novelista com seu realismo fantástico e um folhetim bem característico, com a promessa de trazer mais leveza e dinâmica ao horário que vem sendo ocupado por tramas arrastadas, com foi o caso das antecessoras “Segundo Sol” e “O Outro Lado do Paraíso“.


E a primeira semana se saiu muito bem. Resumindo: a história traz Gabriel, o jovem herdeiro da grande empresária dos cosméticos Valentina Marsalla, que foge de seu casamento arranjado para atender um misterioso chamado. Assim, ele parte à caminho de Serro Azul, uma cidadezinha do interior, isolada da tecnologia e que guarda um segredo: uma fonte da juventude, protegida por uma sociedade secreta composta por sete membros que estão em busca de um novo guardião.


Com um primeiro capítulo ágil, a trama introduziu rapidamente as personagens principais e demarcou as características de cada com o passar da semana. O tom mais sombrio, com cenas que podiam muito bem estar em um filme de terror, criaram a atmosfera dos primeiros capítulos, mostrando que, apesar de fantasiosa, a trama também promete manter um clima de tensão.


O elenco parece estar em bastante sintonia. Lilia Cabral promete ser uma vilã bem peculiar, voltando à cidadezinha para se vingar de quem outrora a humilhou. Bruno Gagliasso e Marina Ruy Barbosa, o casal principal, mostraram bastante química na primeira semana. Marcello Novaes e Tony Ramos, outros vilões, mostraram presença e também se saíram bem.


Aliás, o elenco coadjuvante teve ótimas aparições nos primeiros capítulos: Letícia Spiller, Dan Stulbach, Zezé Polessa, Ana Beatriz Nogueira, Vanessa Giácomo, Elizabeth Savalla e Marcos Caruso se destacaram. Entretanto, o excesso de núcleos pode gerar certo cansaço, dependendo de como serão desenvolvidos com o decorrer da trama.


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Esteticamente a novela agradou bastante, criando uma nostalgia de outros clássicos da dramaturgia brasileira, como “A Indomada” e “Roque Santeiro”, além de apresentar certo modernismo, trazido principalmente pela trilha sonora muito bem selecionada. É preciso destacar também a abertura da novela: psicodélica e muito bem elaborada, ela mantém a essência dos personagens importantes e é embalada por uma música que combinou bastante.


À primeira vista, “O Sétimo Guardião” promete ser um folhetim onde a magia vai embalar os capítulos, mexendo com o imaginário do espectador. E a expertise do autor traz segurança para esse enredo. Que seja uma história que agrade o público, reascendendo a essência dramatúrgica de gloriosas produções passadas. Vamos acompanhar.