• The Brazilian Critic

Superior à primeira, segunda temporada de “3%” tem mais acertos do que erros

Atualizado: 17 de Jul de 2020


Estão disponíveis na Netflix desde o dia 27 de abril desse ano os novos episódios da segunda temporada de “3%“, primeira série brasileira produzida pelo canal em parceira com a Boutique Filmes. O drama de ficção científica criado por Pedro Aguilera traz uma leva de 10 novos capítulos sobre os mistérios envolvendo a distópica batalha entre Maralto e Continente.


Comparando com a primeira temporada, a segunda dá um salto incrível, não somente em termos de produção de arte e elenco, mas, principalmente, nas escolhas do roteiro.


Os textos ficaram mais precisos e muito superiores aos exibidos no primeiro ano da série, com uma trama mais ágil e diálogos menos expositores e didáticos. Vale ressaltar que foram adicionados ao grupo de roteiristas André Sirangelo ("Sob Pressão") e Juliana Rojas ("As Boas Maneiras"), uma aquisição muito bem-vinda.

O visual distópico e artificial da primeira leva de episódios do ano anterior dá espaço para contrastes mais arrojados e menos piegas nessa nova temporada, juntamente com figurinos que remetem às ficções americanas mais cults e menos hollywoodianas.


O elenco também melhora nessa segunda temporada. A feliz ideia de aliar atores veteranos e com maior experiência em outras produções fora da Netflix contribuiu para a veracidade das cenas.


Maria Flor, Fernanda Vasconcellos e Silvio Guindane fazem participações importantes para o desenrolar da história, além de Laila Garin em um papel muito feliz como a nova vilã da trama.


A protagonista Bianca Comparato está mais confiante na personagem, assim como os personagens de Michel Gomes e Rodolfo Valente. Mesmo assim, ainda há alguma artificialidade nas falas, principalmente com a personagem de Vaneza Oliveira.

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Com 10 episódios que elevam o nível da história proposta na primeira temporada, trazendo mais ação e tensão à trama e desenvolvendo melhor os personagens antigos e apresentando melhor os novos, a segunda temporada de “3%” consegue acertar mais do que a anterior, agradando aos fãs da série e podendo adquirir uma nova leva de espectadores.